Alexandre Gama concentrará 100% do tempo na Neogama

Alexandre Gama retornou integralmente a Neogama, agencia publicitária, e agora poderá se concentrar 100% das suas forças de trabalho na empresa que ele fundou que está entre as 20 maiores agências de publicidade do Brasil. A Neogama, em 2003, chegou a ganhar dois leões de ouro em Cannes, no mesmo ano em duas modalidades diferentes.

No passado, Neogama tinha se unido a BBH, uma agência de Londres, chegando a se chamar Neogama/BBH, Alexandre Gama teve participação majoritária até 2012, quando as duas agências foram compradas pela Publicis Group.

Desde então ele passou 3 anos se dividindo entre a direção da Neogama e a gestão criativa da BBH em 7 países. Ele destaca que não se sentiu satisfeito com a sua atuação na BBH, pois acabava exercendo um papel mais de gestão.

Atualmente, Alexandre Gama não é mais o chefe criativo da BBH, e é o único brasileiro a fazer parte do conselho criativo da Publicis Group. Que são 6 lideres de criação que terão a função de analisar as ações estratégicas do holding e decidir as novas possibilidades de negócios. Ele diz que trabalhar na estratégia o motiva porem mesmo com essa função, não comprometerá seu objetivo que é focar na atuação no Brasil através da Neogama.

Se concentrando na Neogama, agora ele pode deixar um pouco a função de gestão que ele exercia e voltar ao trabalho criativo. O CEO destaca que a Neogama irá agir de forma independente com o foco em atender a necessidade do cliente e não se atrelando ao modelo da Publicis. Dessa forma a Neogama volta a ter o DNA do seu fundador com um modelo de participação e colaboração entre as empresas no que tange a necessidade do cliente.

“Uma empresa de criação liderada por criativos… O que o cliente precisa é da força criativa que ele não tem…” – Comentou o Seo da Neogama.

A Neogama também se desligou ao BBH. Alexandre Gama salientou essa decisão foi exclusivamente de negócios.

“Nos últimos quatro anos, a capacidade da BBH de trazer negócios para a Neogama caiu drasticamente. Depois que a rede foi vendida, ela perdeu o DNA criativo de seus fundadores, que era seu grande diferencial, e acabou se tornando pequena para competir com outras redes grandes. O escritório de Londres perdeu a capacidade de gerar negócios globais, como acontecia antigamente, e acabou perdendo as contas mais importantes: Omo e Axe (Unilever) e Diageo. Isso afeta os escritórios da rede em todo o mundo. Chegou a um ponto em que apenas 5% dos negócios da Neogama vinham da BBH. E, além de não trazer negócios, a parceria também não permitiu que nos associássemos a outras empresas. Conversamos abertamente sobre o caso e tanto o Publicis quanto a BBH concordaram com a separação.” – Explicou.

Alexandre Gama se sente otimista com o futuro, mesmo tendo perdido contas importantes, como a da Tim. Com a crise a Neogama teve que desligar 15 funcionários, embora, esse impacto já tenha diminuído com o fechamento de vários outros trabalhos menores.

 

 

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