50% dos tratamentos de câncer foram interrompidos no Rio de Janeiro, revela estudo

Uma pesquisa realizada pela defensoria pública e o conselho regional de Medicina, avaliaram em 19 centro de tratamentos públicos e privados, que atendem pacientes do SUS no Rio de Janeiro, falta de estrutura para se fazer vários tipos de exames e tendo como consequência, atraso no diagnóstico e tratamento do câncer, justamente em um momento onde o paciente não pode esperar, onde o tempo é fundamental na recuperação desses pacientes.

Segundo o estudo, no ano passado, em média a cada 10 tratamentos contra o câncer, cinco foram interrompidos por falta de vários tipos de medicamentos específicos, de equipamentos voltados para exames e tratamentos, e profissionais de saúde especializados em tratamentos contra o câncer. Os pacientes chegam muito debilitados nas unidades hospitalares que não dispõe de quimioterápicos, com hospitais totalmente desabastecidos e sem infraestrutura para atendimentos básicos. Segundo Daniel Macedo, Defensor Público Federal, irão ser feitas novas vistorias nos meses de março e abril deste ano para reavaliar a situação.

Na grande maioria dos hospitais não tem aparelho de ressonância magnética e 80% dos hospitais e unidades de atendimento básicas, acabam encaminhando os pacientes para outras unidades e hospitais. A demora entre o agendamento e a entrega do resultado de exames de ressonância magnética no Rio de Janeiro, demora em média 25 semanas e para conseguir o diagnóstico do câncer, são mais quatro semanas que em seguida são somadas a mais 11 semanas aguardando outro exame, que definirá o melhor tipo de tratamento.

Nas cirurgias realizadas no Rio de Janeiro, a espera pode levar em média 6 semanas sendo que um dos principais motivos é a falta de leitos de CTI. “Os pacientes, entre chegar na unidade, receber atenção primária, conseguir chegar nos hospitais públicos onde se realizam tais mendicâncias, tudo isso leva em torno de 10 a 12 meses, sendo que preconizado em lei é no máximo dois meses. Nós perdemos a chance de cura desse pacientes”, explica o presidente do Conselho Regional de Medicina, Nelson Naon.

Como é o caso de Lilian Leal, paciente na fila de espera que descobriu que tinha câncer no ano passado, a doença atacou o fígado, as mamas e a cabeça. Ela descobriu que precisava de uma vacina que faz parte do tratamento de quimioterapia e está esperando há cinco meses. “O médico disse pra mim que é necessário você ter esse tratamento, essa vacina é indispensável pra você… é como se fosse tirar parte da minha vida… eu não posso esperar mais, não posso”.

O Ministério da Saúde afirma que a quantidade de atendimentos aumentou nos hospitais federais da rede pública do Rio de Janeiro e que liberou R$ 7 bilhões para o setor de saúde do Estado e também do município.

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Veja também, alternativas para a cura do câncer.

Sergio Cortes reporta sobre a ligação entre lesões no joelho e a prática de esportes

A maioria das pessoas que praticam esportes ou frequentam a academia já tiveram pelo menos uma vez algum problema nos joelhos, tendo em vista que as articulações da região costumam ser mais frágeis que o restante do corpo. Contudo, de acordo com pesquisas científicas realizadas recentemente, é possível realizar atividades físicas de alto impacto e ainda assim manter os joelhos saudáveis e fortes, informa o ortopedista Sergio Cortes.

Uma dessas pesquisas foi feita nos Estados Unidos e acompanhou mais de 2500 pessoas ao longo de dez anos, sendo que uma parte dessas pessoas eram praticantes frequentes de corrida e a outra parte nunca havia feito essa atividade ou qualquer outra de alto impacto. O resultado comprovou que os praticantes de corrida não apresentaram chances maiores de desenvolver a osteoartrite no joelho, uma doença que ocorre na cartilagem das juntas e é um dos tipos mais comuns nessa região do corpo.

Um outro estudo desenvolvido pela Universidade de Brigham Young, nos Estados Unidos, foi mais além e testou diretamente a influência que a corrida poderia ter no desenvolvimento de doenças no joelho. Ao analisarem os sinais inflamatórios nas articulações do joelho de homens e mulheres com entre 18 e 35 anos, antes e após praticarem alguns minutos de corrida, os pesquisadores perceberam que os índices de inflamação no local diminuíram após a prática de 30 minutos da atividade, conforme noticia o profissional da saúde, Sergio Cortes.

Segundo os médicos, os fatores responsáveis pelas lesões no local são principalmente um baixo condicionamento físico e pouca flexibilidade no joelho. Desse modo, para evitar estas lesões, o ideal é dedicar alguns minutos a prática do aquecimento e também a prática de um bom alongamento antes de correr ou realizar outras atividades de alto impacto.

Além disso, investir no fortalecimento muscular, em uma boa postura e na execução adequada dos movimentos também ajuda a proteger os joelhos. Outra questão importante é saber reconhecer os próprios limites do corpo e não tentar forçar demais, o que sem dúvidas contribui para a causa de muitas lesões, reporta o ortopedista Sergio Cortes.

Mas e quando a lesão acaba acontecendo? O que é preciso fazer?

Em primeiro lugar, é essencial procurar o auxílio de um médico, pois cabe a ele identificar a gravidade da lesão e indicar qual é o melhor procedimento para a recuperação, informa o ortopedista Sergio Cortes.

Em muitos casos, inclusive, é indicado procurar um especialista antes mesmo do quadro evoluir para uma lesão. Apesar das dores nas articulações do joelho serem consideradas comuns, elas não deveriam ser tratadas dessa forma, e por isso, ao sinal de qualquer dor súbita e persistente na região, a melhor alternativa é já marcar uma consulta com o ortopedista.

E durante a recuperação de uma lesão, ao contrário do que muitos imaginam, é possível praticar alguns exercícios físicos com o intuito de fortalecer a área que está sendo recuperada. Caso contrário, ao permanecer em repouso constante, a região pode demorar mais tempo do que o previsto para ficar completamente cicatrizada, noticia o ortopedista Sergio Cortes.

 

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75% dos profissionais da saúde de SP sofrem com violência no trabalho

Uma pesquisa elaborada pelo Cremesp – Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo e pelo Coren-SP – Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo, revelou que os profissionais da saúde do estado de São Paulo têm sido constantemente vítimas de violência dentro do local de trabalho. A pesquisa apontou dados de que 75% dos profissionais da saúde, incluindo médicos e enfermeiros, já passaram por alguma situação ou sofreram com a violência enquanto trabalhavam. O principal relato da equipe da saúde, é de violência verbal. Os outros tipos de violência são, agressão psicológica, e por último a agressão física.

O estudo foi feito com a ajuda de 5.658 profissionais da saúde, tanto enfermeiros quanto médicos, no começo deste ano. Os dados também mostraram que a maior ocorrência de violência contra os profissionais da saúde aconteceram na rede SUS – Sistema Único de Saúde. Dentre os agressores, os principais foram os próprios acompanhantes ou familiares dos pacientes. O segundo maior agressor dos profissionais da saúde foram os pacientes que passavam no momento por algum atendimento.

Bráulio Luna Filho que é conselheiro da Cremesp, destacou que os médicos não recebem nenhuma preparação durante o seu estudo para lidarem com pacientes conflituosos. O dialogo entre um paciente incompreendido ou aborrecido e um médico pouco tolerante pode gerar um atrito maior do que o necessário. O conselheiro Luna Filho afirmou: “A violência é universal, mas no sistema privado é mais comum haver uma resposta a isso, como a criação de centros de acolhimento. No SUS, não há esse suporte.” Segundo Luna Filho, os profissionais da saúde da rede privada ainda contam com um suporte específico para o problema, já os profissionais que atuam na rede pública carecem de um tipo de acolhimento para dialogar com o problema.

Mesmo com tantos atos de violência, 70% dos profissionais que responderam a pesquisa alegaram não ter feito nenhum tipo de denúncia contra o agressor. A maioria dos médicos que disseram não ter feito a denúncia, também alegaram que o motivo seria porque as autoridades não dariam importância para a denúncia, além disso, afirmaram que o processo para registrar uma denúncia como essa é muito mais dificultoso do que o habitual já burocrático. Os enfermeiros por sua vez, disseram em sua maioria o maior motivo para não registrarem uma denúncia foi porque não existem nenhuma política de proteção às vítimas, sendo assim eles sentiram medo de perder o emprego.

A maior parte dos enfermeiros que responderam a pesquisa afirmaram ter relatado o ocorrido para seus superiores imediatamente. Ainda assim, apenas 17,4% alegaram que tiveram a sua situação resolvida. Os médicos foram questionados se continuaram a trabalhar no mesmo lugar após os atos de violência, 66,5% deles disseram que conseguiram superar a situação e continuarão a trabalhar no local. O último questionamento para os profissionais de enfermagem foi se eles continua a receber esses atos de violência no trabalho, 62,7% dos enfermeiros e 63,9% dos médicos que foram entrevistados afirmaram que ainda são frequentemente vítimas de violência no trabalho.

 

Condenados donos e gerente de hamburgueria após intoxicação alimentar de clientes

O Tribunal de Justiça do estado do Rio Grande do Sul confirmou, recentemente, sentença que condenou os dois donos e o gerente da hamburgueria Pampa Burguer pela intoxicação de 274 pessoas por fato ocorrido em 25 de janeiro de 2012.

O órgão jurídico considerou que os sócios-gerentes Charles Buffet, Fernando Nilo Lunardi Moreira e o gerente administrativo Juliano Andrei Rodrigues Ribas agiram com dolo e descaso quanto à seus clientes. Os mais de 200 clientes do estabelecimento intoxicados foram diagnosticados com uma bactéria alimentar.

Em primeira instância, o caso foi julgado pela 8ª Vara Criminal do Foro Central, na Comarca de Porto Alegre – tendo sido ajuizado como “crime contra a economia popular”. O juiz Orlando Faccini Neto, prolator da sentença do processo, entendeu que não restou claro serem os produtos comercializados e consumidos na hamburgueria os responsáveis pela intoxicação contraída pelos clientes.

A principal argumentação utilizada na decisão, de que o acondicionamento dos ovos e dos hamburgueres não era o ideal, foi rebatida pelos réus ao indicarem que aqueles seriam destinados aos funcionários. O magistrado entendeu que realmente, não houve prova produzida de forma suficientemente inequívoca a fim de que possa-se responsabilizar os acusados de dolo na conduta que resultou na contaminação e consequente intoxicação dos clientes do estabelecimento.

Após recurso, entretanto – direcionado à 4ª Câmara Criminal do TJ-RS – o relator do acórdão, Desembargador Newton Brasil de Leão, os laudos que analisaram diversos hambúrgueres servidos na noite que restaram por causar surto de intoxicação alimentar (informado à Secretaria Municipal da Saúde em momento posterior) são conclusivos no sentido de que, efetivamente, os acusados são responsáveis pelo mal-estar causado aos seus clientes.

O Desembargador ressaltar que as bactérias poderiam facilmente ser eliminadas com a utilização de boas práticas de higiene na cozinha, como a lavagem frequente das mãos dos cozinheiros, a refrigeração e o cozimento adequados da carne utilizada, e a utilização de queijos e ovos pasteurizados. O magistrado ainda tratou como descaso a conduta dos donos e do gerente do estabelecimento, que serviam mais de 3 mil pessoas por noite expostas à estas condições precárias de higiene.

Os réus foram condenados à pena privativa de liberdade de 2 anos e 6 meses de reclusão, substituída por duas restritivas de direitos, consistentes em prestação de serviços à comunidade e prestação pecuniária.

O processo pode ser acesso a partir do sistema de consultas do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (http://bit.ly/1AAyJIs), através da pesquisa pelo número 70068654672.

 

7 milhões de brasileiros terão que sacar o FGTS na justiça

O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), deve ser depositado pelos patrões todos os meses, mas de acordo com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), quase 200 mil empresas não cumpriram com a obrigação, e sete milhões de brasileiros terão que entrar com ações trabalhistas para receber o dinheiro a que tem direito de receber desde o momento que tiveram um registro em carteira.

Um dos casos é da empresária, Sueli Bezerra Mekelburg, ela tinha certeza que o dinheiro estava na conta inativa do FGTS e que ia poder sacar agora, mas não foi bem assim. “Chegando lá não tinha nada, nem um centavo depositado, a decepção foi muito grande, grande mesmo porque eu esperava ter um dinheiro, e nada tinha pra receber das duas empresas que eu trabalhei”, diz Sueli.

Outro caso é da assistente jurídica, Lilian Beatriz Milão Gil, que descobriu que a empresa onde ela trabalhava não depositou o dinheiro do FGTS no período em que estava registrada na empresa. “Você trabalhou né, então é difícil você ver essa situação, que como eu estão milhares de brasileiros nesta mesma situação” diz Lilian.

Segundo a advogada Ana Pavelski, “o ideal é que todo o trabalhador, ele vai durante o seu contrato de trabalho conferindo se a empresa está realmente depositando o FGTS. Hoje em dia tem aplicativo, dá pra ver via SMS, tem o cartão cidadão, existem várias formas de acompanhar se está sendo depositado”.

Se o dinheiro não foi depositado, o funcionário deve reclamar na empresa, se não resolver, cabe uma denúncia ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) ou na justiça. Deve se tomar cuidado para não perder o prazo, pois o funcionário tem que entrar com a ação em até dois anos depois de deixar o emprego.

Se você só viu este problema tarde de mais, o procurador da Fazenda Odair Efraim Kunzler, explica que ainda resta uma esperança: “Se o trabalhador não tem mais condições de cobrar na Justiça do Trabalho, que é o caminho normal dos trabalhadores que já passaram o prazo, nós continuamos fazendo esta cobrança e quando em algum momento conseguirmos receber esses valores eles serão creditados na conta do trabalhador e de acordo com que está previsto na lei, o trabalhador irá sacar este dinheiro”, explica Kunzler.

Segundo o Ministério do Trabalho, todos os trabalhadores com registro em carteira e que portanto tem direito ao FGTS, devem estar atentos a responsabilidade e ao cumprimento das leis trabalhista e que o próprio trabalhador deve ser fiscalizador de tais obrigações. Em caso de não houver cumprimento das leis trabalhistas vigentes e que estão previstas na CLT, sem nenhum acordo por parte da empresa, o trabalhador deve procurar um advogado trabalhista o quanto antes.

 

Suécia em foco: Vereador apresenta proposta curiosa relacionada ao sexo em cidade sueca

A Suécia é considerada um dos países que mais prezam pelo bem-estar de seus cidadãos. País de primeiro mundo, já foi apontado pela ONU como um dos melhores nas categorias de “Saúde e Bem Estar”, “Ciência e Tecnologia”, “Prosperidade e Igualdade” entre outros.

A título de exemplo, desde 1974, o país estimula a licença-paternidade. Existe uma forte tradição no país de incentivo aos pais de recém-nascidos a passar tempo com os seus filhos durante os primeiros meses. Além disso, estabelece-se o famoso “fika” entre os suecos: Pausa para um café durante o expediente que, segundo as empresas suecas estimulam o profissional a trabalhar satisfeito, o que reflete no sucesso da empresa.

O “benefício” da vez foi a proposta de um vereador para estimular os funcionários a levantar a autoestima através do sexo, concedendo uma pausa do expediente de trabalho para o colaborador manter relações sexuais com seus parceiros.

A ideia gerou polêmica entre os habitantes da cidade de Övertorneå, comuna de quatro mil e quinhentos moradores. As opiniões divergem, e o assunto foi tema de entrevista no The New York Times. Malin Hansson, especialista em saúde do sexo comentou durante a entrevista:

“Eu apresentaria isso (a proposta) em todo o país”.

Segundo Malin Hansson, o sexo contribui para o bem-estar do funcionário, haja vista a redução de níveis de estresse e irritabilidade resultantes da relação sexual.

Per-Erik Muskos, vereador que apresentou a moção, esclareceu o motivo por trás do benefício:

“O sexo é, também, uma boa forma de praticar exercícios e tem efeitos positivos no bem-estar. A sugestão é que as pessoas tirem uma hora por semana para ir para casa e fazer sexo com seus parceiros.”

O vereador ainda reiterou que esse benefício ajudaria também em relação ao controle de natalidade do município.

Tomas Vesdetig, vereador da oposição, se manifestou a respeito do assunto em pauta, dizendo que a proposta pode ser uma faca de dois gumes, uma vez que pode embaraçar determinados tipos de pessoas. Pode causar vergonha ao funcionário que não tem um parceiro sexual ou que tenha algum problema reprodutivo que o impeça de usar a “folga” a fim de se reproduzir. O vereador ainda acrescentou:

“Acho embaraçoso um chefe chegar para um funcionário e dizer: “Vá para casa por uma hora e faça bebês”.

A proposta será encaminhada para votação entre os meses de maio e setembro, visando a maioria de votos para o projeto engajar de acordo com os termos estabelecidos.

 

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Clube condenado ao pagamento de danos morais a folião expulso de baile de carnaval pelos seguranças

A Sociedade Ginástica de Novo Hamburgo foi condenada ao pagamento de indenização em danos morais a folião que foi expulso de baile de carnaval após ter sido, juntamente com seu namorado, agredido e recebido xingamentos homofóbicos por parte dos seguranças do local.

No processo, julgado em primeira instância pela 1ª Vara Cível da comarca de Novo Hamburgo, o autor da ação narra que foi acudir seu companheiro, que estava sendo vítima de agressão física por parte dos seguranças, quando também acabou sendo agredido, durante o evento batizado de “Baile Vermelho e Branco da Sociedade Ginástica de Novo Hamburgo”. Além das agressões verbais, ainda alegou ele terem sido vítimas de ofensas homofóbicas e, por fim, arrastados para fora do salão onde acontecia o baile.

O clube, em sua contestação, alegou não ter havido ato ilícito que pudesse ensejar o reconhecimento de danos morais, vez que os seguranças somente teriam agido após provocações por parte do autor da ação e seus amigos. Ainda trouxe outra versão acerca dos fatos, indicando que o autor teria sido somente conduzido ao exterior da festa, sem qualquer contato físico.

Na sentença, a Juíza Valkiria Kiechle entendeu que é caso de indenização, uma vez que constantes os requisitos para a sua caracterização. A magistrada entendeu que o clube não comprovou faticamente não terem ocorrido tais situações no interior de seu evento – quando poderia facilmente o ter feito por meio das filmagens. Assim, em que pese as ofensas verbais não restarem efetivamente comprovadas, chegou a conclusão de que o autor e seu companheiro foram realmente retirados à força e por meio de agressões físicas da festa pelos seguranças do local. Tendo em vista a situação e o momento de diversão que deveria ocorrer, foi fixado um quantum indenizatório de 8 mil reais a ser pago pelo clube ao autor da ação.

O acórdão, julgado pela 10ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul e de relatoria do Desembargador Túlio Martins, confirmou a condenação e o valor desta, entendendo que os seguranças se excederam no exercício de suas atribuições, tendo arrastado o autor pelos braços quando este tinha credencial para o local em que postulava ingressar e tampouco gerava tumulto na festa. Ademais, pela situação constrangedora em que o autor teve de passar, os magistrados entenderam proporcional a indenização arbitrada em primeiro grau.

A decisão, que ainda teve a participação dos Des. Jorge Alberto Schreiner Pestana e Marcelo Cezar Müller (acompanhando o voto do relator), pode ser acessa a partir do link: http://bit.ly/2kSDZqp .

Nova lei ampara gestantes em ambientes insalubres

O que é caracterizado como ambiente insalubre segundo a lei? Segundo o dicionário Aurélio, a palavra insalubre significa: doentio; não salubre. Em outras palavras, toda a atividade que coloca em risco a saúde do funcionário de uma empresa pode ser caracterizada como insalubre. A norma NR15 prevê que, o funcionário sujeito a qualquer agente agressivo à saúde, deve receber em seu salário um pagamento adicional por ter de se submeter a essas condições. O artigo 189 da CLT reza:

“Serão consideradas atividades ou operações insalubres aquelas que, por sua natureza, condições ou métodos de trabalho, exponham os empregados a agentes nocivos à saúde, acima dos limites de tolerância fixados em razão da natureza e da intensidade do agente e o tempo de exposição aos seus efeitos”.

O valor correspondente ao adicional que deverá ser pago ao funcionário corresponde a: Quarenta por cento quando corresponde ao grau máximo de insalubridade; Vinte por cento por corresponder ao grau médio de insalubridade; Dez por cento se corresponder ao grau mínimo de insalubridade.

Exemplos de ambientes insalubres: Umidade excessiva, ruídos impactantes, agentes químicos, agentes biológicos, poeiras minerais, calor em excesso, vibrações, radiações e assim por diante.

E se uma funcionária que trabalha em um desses setores encontra-se gestante, como proceder? Segundo a nova lei n° 13.287/16 estabelecida em maio de 2016, é proibido uma mulher gestante ou lactante trabalhar em ambientes insalubres:

Art. 394-A. A empregada gestante ou lactante será afastada, enquanto durar a gestação e a lactação, de quaisquer atividades, operações ou locais insalubres, devendo exercer suas atividades em local salubre.

A CLT já assegurava anteriormente a mudança de setor para as funcionárias gestantes ou que estivessem amamentando, porém a nova Lei reforçou ainda mais essa proibição.

É importante a proibição tendo em vista o perigo para uma mãe e seu bebê trabalhar em um ambiente que coloque em risco a vida de ambos. Depois de passar o período do nascimento e amamentação, a mãe poderá voltar à sua função de origem.

Mães que trabalham em hospitais por exemplo, correm o risco de serem contaminadas por agentes nocivos à saúde. O trabalho em uma câmera frigorífica, ou hiperbárica, pode expor a mãe e seu bebê a temperaturas que variam entre -10 e -20° C, colocando a vida de ambos em risco. Outras funções não citadas aqui podem também trazer riscos à saúde da mulher gestante. As futuras mães devem estar antenadas com as novas normas.

Em suma, é importante a empresa seguir as regras em relação aos seus funcionários e estar em dia com as leis e regulamentos que poderão proteger tanto o empregador como o empregado.

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Copa Star: o hospital que une saúde e inovação tecnológica

Inaugurado em outubro de 2016 no Rio de Janeiro, o Copa Star foi construído no intuito de atender os pacientes em estado mais complexo, para que não precisem fazer a ponte aérea Rio-São Paulo. Na maioria das vezes, esses pacientes buscavam em São Paulo hospitais como o Sírio-Libanês e o Einstein.

Segundo o fundador da Rede D’Or São Luiz, Jorge Moll, para a efetivação do projeto do hospital foram necessários mais de R$400 milhões, além de mais R$100 milhões para os equipamentos de ponta. Com o aparelho de ressonância magnética e o microscópio cirúrgico neurológico foram gastos mais de 1 milhão de dólares. O hospital possui uma área de 21 mil metros quadrados e 7 andares, com uma fachada que parece de hospital de luxo. Tudo isso pensando no conforto e recuperação dos pacientes.

O diferencial do Copa Star localizado em Copacabana é a inovação tecnológica – chamada de Smart Hospitality, o qual é um sistema de acompanhamento médico integrado. Esse sistema facilita o tratamento devido à dinamicidade e agilidade. Os pacientes conseguem através de um Ipad falar com seus médicos e familiares, pedir atendimento a enfermeiros, controlar a iluminação de seu quarto, fechar ou abrir as cortinas e mudar a inclinação da cama.

Além disso, quando estão juntos com um médico, os pacientes podem consultar os resultados de seus exames através deste mesmo tablet. A inovação dos exames no Copa Star vai além disso: das 9 salas de cirurgia, 3 são híbridas, ou seja, ao mesmo tempo em que se realiza a cirurgia é possível coletar o sangue do paciente e realizar exames no mesmo lugar.

O Centro de Tratamento Intensivo possui telas que transmitem o movimento das ruas vizinhas e o mar de Copacabana ao vivo.

Diferentemente dos hospitais comuns, o Copa Star possui um anexo por onde circulam os funcionários e as macas, para deixar os corredores livres para os familiares. Os corredores de circulação de familiares contam com 231 obras do artista japonês Yutaka Toyota, cuja obra que está exposta na entrada é a “Espaço Infinito 2016” que mostra inúmeras possibilidades de superação.

Além das obras de arte e a exclusividade de circulação dos familiares, o sistema de iluminação foi feito para dar a sensação de claridade natural. O aroma é um misto de madeirado e cítrico para não deixar o característico cheiro de éter predominante. Quanto a cozinha, é especializada para atender até o mais caro gosto gastronômico, ficando sob a supervisão de um chefe estrangeiro.

A equipe do Copa Star conta com 550 colaboradores, dos quais 113 são médicos. A equipe passou por um treinamento de dois meses com atores que simulavam situações de emergência. A equipe foi preparada para o modo de abordagem dos pacientes e como se portar (nas roupas e maquiagem). Todos esses detalhes foram pensados para o melhor contato humano, de forma a deixar mais aconchegante a recuperação.

A Rede D’Or São Luiz já anunciou que pretende levar esse modelo de hospital para outras localidades, como São Paulo e Brasília.

 

Suíça aprova novo processo de naturalização

 

O povo suíço aprovou no domingo passado a permissão dos parentes de imigrantes residentes na Suíça para adquirir a nacionalidade do país. O projeto-lei que recebia o apoio do governo e do parlamento nacional foi submetido a referendo para saber qual a opinião dos suíços relativamente a esta matéria.

Com a aprovação desta lei, o processo de nacionalização dos parentes será mais rápido e mais simples do que a anterior lei previra, contudo esta lei não prevê um procedimento automático do pedido de nacionalização. A lei abrangerá cerca de 25 mil jovens, sobretudo provenientes de países de Leste Europeu. O objetivo da lei é permitir que o procedimento se torne mais simples e célere, porém os critérios para avaliação dos pedidos de nacionalização não irão sofrer quaisquer modificações. Por outras palavras, o que esteve em voto no passado domingo foi o ato procedimental do pedido de nacionalização e não a nacionalização em si.

Segundo um estudo realizado pela Universidade de Genebra, os jovens que irão beneficiar com a alteração desta lei serão os jovens com raízes italianas, turcas e de vários países da Europa de Leste. Segundo esse mesmo estudo, cerca de 66% das pessoas que podem beneficiar desta alteração legislativa são filhos de um casal onde pelo menos uma pessoa nasceu na Suiça.

Esta lei será válida apenas para jovens com idade igual ou inferior a 25 anos de idade, tenham nascido em solo suíço e tenham estado a residir no país cerca de 5 anos com uma permissão de residência válida. Para além destes exigentes requisitos, os pais devem também ter residido no país por um período igual ou superior a 10 anos e ter alguns dos requisitos pedidos para os filhos válidos para si também (documento que comprove a legalidade da sua residência na Suíça).

Cumulativamente a estes requisitos, as pessoas interessadas em adquirir a nacionalidade suíça deve comprovar e demonstrar o seu respeito pela ordem do país e pelos valores e ideais da Confederação Helvética, dominar fluidamente uma das quatro línguas oficiais e pagar os seus impostos no país. Esta proposta de lei impede que jovens que estejam a receber ajudas sociais beneficiem do processo de nacionalização. Caso o jovem cumpra todas as exigências da lei, o mesmo pode pedir a sua nacionalização de uma forma mais célere e menos burocrática.