50% dos tratamentos de câncer foram interrompidos no Rio de Janeiro, revela estudo

Uma pesquisa realizada pela defensoria pública e o conselho regional de Medicina, avaliaram em 19 centro de tratamentos públicos e privados, que atendem pacientes do SUS no Rio de Janeiro, falta de estrutura para se fazer vários tipos de exames e tendo como consequência, atraso no diagnóstico e tratamento do câncer, justamente em um momento onde o paciente não pode esperar, onde o tempo é fundamental na recuperação desses pacientes.

Segundo o estudo, no ano passado, em média a cada 10 tratamentos contra o câncer, cinco foram interrompidos por falta de vários tipos de medicamentos específicos, de equipamentos voltados para exames e tratamentos, e profissionais de saúde especializados em tratamentos contra o câncer. Os pacientes chegam muito debilitados nas unidades hospitalares que não dispõe de quimioterápicos, com hospitais totalmente desabastecidos e sem infraestrutura para atendimentos básicos. Segundo Daniel Macedo, Defensor Público Federal, irão ser feitas novas vistorias nos meses de março e abril deste ano para reavaliar a situação.

Na grande maioria dos hospitais não tem aparelho de ressonância magnética e 80% dos hospitais e unidades de atendimento básicas, acabam encaminhando os pacientes para outras unidades e hospitais. A demora entre o agendamento e a entrega do resultado de exames de ressonância magnética no Rio de Janeiro, demora em média 25 semanas e para conseguir o diagnóstico do câncer, são mais quatro semanas que em seguida são somadas a mais 11 semanas aguardando outro exame, que definirá o melhor tipo de tratamento.

Nas cirurgias realizadas no Rio de Janeiro, a espera pode levar em média 6 semanas sendo que um dos principais motivos é a falta de leitos de CTI. “Os pacientes, entre chegar na unidade, receber atenção primária, conseguir chegar nos hospitais públicos onde se realizam tais mendicâncias, tudo isso leva em torno de 10 a 12 meses, sendo que preconizado em lei é no máximo dois meses. Nós perdemos a chance de cura desse pacientes”, explica o presidente do Conselho Regional de Medicina, Nelson Naon.

Como é o caso de Lilian Leal, paciente na fila de espera que descobriu que tinha câncer no ano passado, a doença atacou o fígado, as mamas e a cabeça. Ela descobriu que precisava de uma vacina que faz parte do tratamento de quimioterapia e está esperando há cinco meses. “O médico disse pra mim que é necessário você ter esse tratamento, essa vacina é indispensável pra você… é como se fosse tirar parte da minha vida… eu não posso esperar mais, não posso”.

O Ministério da Saúde afirma que a quantidade de atendimentos aumentou nos hospitais federais da rede pública do Rio de Janeiro e que liberou R$ 7 bilhões para o setor de saúde do Estado e também do município.

GRAACC Combatendo e Vencendo o Câncer Infantil.

Veja também, alternativas para a cura do câncer.

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *