Empregado que era obrigado a ficar nu em revista será indenizado em R$ 35 mil

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Um funcionário da empresa Transbank – Seguradora e Transporte de Valores Ltda, receberá da seguradora a indenização de R$ 35 mil por danos morais. O conferente era obrigado diariamente a se despir durante a revista íntima na presença de supervisores e de um cachorro da raça pitbull. Apesar de a empresa ter entrado com recurso questionando a condenação, a oitava turma do TST decidiu por unanimidade manter o valor estipulado em segunda instância.

O funcionário, que era conferente de malotes, alegou que nas salas nas quais o serviço era feito, havia câmeras que filmavam tudo que ocorria por lá. Disse ainda que durante o trabalho que ele realizava no local tinha que vestir um macacão e calçar chinelo e que passava por detectores de metais. Contou que, mesmo assim, era submetido à revista em frente a um inspetor, a um vigia e a um cão da raça pitbull.

O funcionário contou também que nas ocasiões de revista era feito uma espécie de sorteio no qual sorteavam tampinhas de cores vermelha e branca. O empregado que fosse sorteado com a de cor vermelha, teria que ficar apenas de cueca. Já aqueles que fossem sorteados com a de cor branca teriam que ficar nus. Segundo ele, seus superiores queriam ridicularizar os funcionários e, para isso, escondiam as tampinhas vermelhas.

A empresa, no entanto, para se defender alegou que as revistas eram realizadas sem a presença do cão, citado pelo funcionário. Disseram que a conduta adotada na revista pela empresa era feita de forma moderada sem exigir que os funcionários de despissem ou expor ao ridículo as pessoas envolvidas.

O TRT analisou o recurso da seguradora e em vez de manter o valor inicialmente fixado em primeiro grau, decidiu majorar o valor da indenização para R$ 35 mil. Essa decisão foi tomada em razão da gravidade dos fatos e a devida confirmação de testemunhas. A conduta da seguradora foi considerada abusiva e desrespeitosa. A decisão do tribunal foi unânime.

 

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