Justiça alega que a vacinação contra o HPV não foi suspensa pelo MPF

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Uma mensagem com informações falsas foi compartilhada por mais de 200 mil usuários do Facebook informando aos brasileiros de que o MPF – Ministério Público Federal, teria suspendido a vacinação contra o HPV em todos os estados brasileiros. A mensagem falsa também foi repassada pelo aplicativo de mensagens instantâneas, o WhatsApp, pelos usuários que ficaram sem saber se a proibição de fato tinha ocorrido no país.

Contudo, a mensagem enganosa contém informações contraditórias logo no título, pois o MPF não possui autoridade para proibir questões desse tipo. No máximo, o MPF poderia solicitar que a Justiça realizasse a proibição, mas nunca decretar algo como essa proibição.

Embora o órgão não tenha poder para proibir a vacinação de HPV no Brasil, o MPF solicitou em 2015 à Justiça que a vacina contra o HPV fosse proibida.

Sendo assim, os responsáveis pela mensagem falsa utilizaram parte da notícia que era verídica para dar embasamento de que a vacina tinha sido suspendida. Contudo, o pedido feito pelo MPF não foi considerado pela Justiça Federal, que negou no dia 27 de abril deste ano a proibição da vacinação contra o HPV no país.

Em relação a mensagem falsa, o Ministério da Saúde se pronunciou assegurando aos brasileiros que a vacina contra o HPV ainda está disponível para todos os brasileiros classificados como público-alvo da vacinação e lembrou aos brasileiros sobre a importância de manter a vacina em dia.

Na mensagem, o autor que não foi identificado avaliou que a vacina usada pelo governo contém agentes químicos e biológicos que poderiam causar até mesmo a morte das crianças vacinadas. Ela foi compartilhada como um sinal de alerta, mas não expressou nenhum dado comprovando as especulações das informações.

Em relação ao pedido da proibição feita pelo MPF em 2015, o órgão revelou que a falta de estudos comprovando a eficácia e os efeitos colaterais causados pela vacinação foram os principais motivos para que o autor da ação, Cléber Eustáquio Neves, o procurador da República solicitasse à Justiça.

No entanto, a Justiça avaliou o pedido e decidiu que a vacinação deve ser feita para impedir que futuros casos de HPV tornem a ser um problema de saúde pública no Brasil.

 

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