Bruno Fagali reporta sobre a adoção de medidas anticorrupção pelas empresas

Recentemente, as empresas brasileiras têm demonstrado um esforço maior em adotar práticas e sistemas de monitoramento de riscos, em relação ao que era feito há alguns anos. A razão por trás desse comportamento são os casos recentes de corrupção investigados pela Polícia Federal, os quais abalaram a credibilidade e a confiança de diversas corporações do país.

A partir desse tema, a consultoria Deloitte realizou um levantamento, o qual teve uma abrangência de mais de cem empresas de vários ramos distintos, incluindo instituições de diferentes tamanhos, através de um amplo questionário eletrônico, noticia Bruno Fagali, advogado da FAGALI Advocacia.

De acordo com os dados desse levantamento, o percentual de empresas que utilizam algum mecanismo anticorrupção aumentou de aproximadamente 59% para 73%, entre os anos de 2015 e 2017. Ao mesmo tempo, os recursos gastos para o controle de comportamentos corruptíveis e antiéticos também subiu de 60% para 81% nesse mesmo período, reporta o advogado Bruno Fagali. O estudo feito pela Deloitte realizou ainda um levantamento do índice de empresas que tem algum vínculo com doações a partidos e campanhas eleitorais, seja em esfera municipal, estadual ou nacional, chegando ao número de 69% entre as empresas avaliadas.

Alex Borges e Ronaldo Fragoso, que são sócios da auditoria Deloitte, destacaram que esses números indicam que as empresas privadas do Brasil já perceberam a importância de contarem com sistemas capazes de neutralizar e reduzir as condutas fraudulentas. Segundo eles, as operações da Lava-Jato foram o estopim para essas alterações estruturais das empresas, responsáveis assim por chamar a atenção para o assunto.

Entretanto, apesar dos avanços destacados pelo estudo da Deloitte, o levantamento também identificou que alguns aspectos ainda precisam ser aprimorados pelas empresas brasileiras, informa Bruno Fagali. Entre eles, mesmo que uma parte considerável das empresas tenha dito que consegue identificar sua principal matriz de riscos, só 49% das instituições pesquisadas responderam que adotam mecanismos de nível bom ou ótimo na solução desse problema.

Acerca da gestão de riscos, a consultoria Deloitte priorizou cinco pilares, o financeiro, regulatório, operacional, cibernético e estratégico. Seguindo essa divisão, a pesquisa concluiu que as corporações possuem mecanismos satisfatório nos aspectos regulatórias, que são as medidas adotadas para combater a corrupção, e nos aspectos financeiras, responsáveis pelo controle dos fluxos de caixa, reporta Bruno Fagali.

Porém, dois pilares não tiveram o desempenho desejado, os aspectos estratégicos, em relação a reputação e capacidade de analisar a concorrência, e os aspectos cibernéticos, relativos a exposição das empresas no meio digital. Para aprimorar o monitoramento de riscos e melhorar a reputação das corporações nacionais em esfera mundial, é essencial que essas questões sejam revisadas e modernizadas nos próximos anos.

Além de ser uma auditoria global, a Deloitte ainda atua no ramo de consultoria tributária, assessoria financeira e risk advisory, com profissionais atuando em vários países, prontos para fornecer um serviço altamente especializado para a extensa rede de clientes da empresa. Sendo assim, é possível atestar pelo nível de confiança das informações obtidas pela consultoria nesse estudo feito acerca da credibilidade das empresas do Brasil no mercado corporativo, informa o advogado da FAGALI Advocacia, Bruno Fagali.

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