Uber é processado em 1 bilhão de dólares

O Uber, empresa de transporte por meio de aplicativo, está sendo processado pela empresa Waymo, uma divisão de carros autônomos do Google. A exigência para o encerramento do caso foi o valor de US$ 1 bilhão. A alegação é que o Uber teria acesso a informações confidenciais e se apropriado de uma tecnologia desenvolvida pela Waymo. A segunda ordem é uma proibição para que o Uber não prossiga com nenhuma das tecnologias roubadas da empresa no futuro.

O Uber não aceitou os termos do acordo. Até o momento não é possível determinar qual seria a quantidade específica pedida pelo Google e nem quando a oferta foi realizada. Ainda não está definido nenhum encontro para as empresas entrarem em um acordo.

A disputa no ramo de carros sem motorista é a razão do processo. A Waymo tem sido vitoriosa nos julgamentos desde fevereiro desse ano, o que certamente confere maior confiança da empresa sobre sua acusação.

De acordo com Elizabeth Rowe, especialista em casos que abrangem segredos empresariais da Faculdade de Direito da Universidade da Flórida, os valores astronômicos e o confronto nesse acordo pode demonstrar que a Waymo não tem urgência em finalizar o processo. A administração do Uber nesse caso se encontraria com um assunto pendente para ser resolvido, estratégia realizada pela Waymo.

A demora no julgamento será mais longa pelo adiamento de outubro para dezembro, quem decidiu foi um juiz federal de São Francisco. O motivo apresentado ao tribunal pelo Google foi a necessidade de tempo para investigar mais evidências do possível crime do Uber que não foram entregues anteriormente.

Apesar de não comentar sobre as discussões do acordo, Amy Candido, advogada da Waymo, afirmou que os motivos pelos quais existe um processo da empresa contra o Uber estão totalmente baseados em fatos concretos. O Uber prefere não comentar o caso.

O ex-executivo da Waymo, Anthony Levandowski, é acusado de disponibilizar informações particulares da empresa depois que trabalhou para o Uber. Após ele sair da empresa por não colaborar no processo judicial, o Uber afirma que não usou a tecnologia da concorrente, mas não nega que Levandowski tenha se apropriado dos documentos de sua antiga empresa.

 

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