Depois de denúncias setor de pecuária permanece crescendo

Quando é necessário colocar algumas prioridades em ordem ações consideradas bruscas podem trazer um impacto inesperado, mas são necessárias para a melhoria do ambiente. Isso pode ser melhor entendido com a conhecida expressão “freio de arrumação”, usada quando em um ônibus o motorista precisa fazer uma brecada repentina para arrumar a lotação, ainda que existam grandes possibilidades de algum inconveniente no trajeto.

Atualmente a pecuária brasileira está passando por uma etapa que pode ser entendida como “freio de arrumação”. Desde que o ano começou esse processo está tentando trazer uma maior organização para o setor, no entanto, existem algumas consequências que provocam um maior nível de incerteza.

A Operação Carne Fraca, denunciava a relação inadequada de fiscais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento em uma conduta que permitia liberação de licenças e a fiscalização irregular de frigoríficos. Foram R$ 600 milhões que pararam nos bolsos da corrupção, entre os destinatários do dinheiro estava o Ministério Público e a Polícia Federal que recebia a quantia pelos maiores acionistas e controladores do grupo JBS.

De acordo com o diretor executivo da Associação Brasileira da Indústria Exportadora de Carnes (Abiec), Antonio Camardelli, a quantia financeira teve um número maior do que o constatado se considerada a volta da alíquota de 11% de ICMS que deve ser feita sobre a carne vendida em São Paulo.

Entre a sequência de fatos desfavoráveis para o setor, as missões técnicas europeias depois das denúncias da operação Carne Fraca se tornaram mais rigorosas. Os trabalhadores também tiveram uma redução no valor em seus rendimentos, a arroba do boi gordo, com uma média de R$ 152,90 em São Paulo, chegou a ter o valor de R$ 138,00 no fim do mês de outro, uma redução de 10%

Ainda que os escândalos descobertos pudessem trazer algum abalo no ramo, não houve uma queda drástica nas atividades e nem nos seus resultados que permaneceram crescentes. A JBS, protagonista das irregularidades, por uma década teve uma receita R$ 14,1 bilhões, no ano passado, chegou a R$ 170 bilhões. Espera-se que a empresa compre 35 mil bois por dia, o que faz que R$ 88 milhões sejam gastos pela empresa. O valor vai parar entre os trabalhadores da pecuária que possui aproximadamente 70 mil fornecedores de gado.

 

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